
A classe média alta passou a concentrar a maior fatia dos lares nos Estados Unidos. A conclusão é de um estudo do American Enterprise Institute (AEI), com base em dados do Censo entre 1979 e 2024. Segundo a análise, 31% das famílias estavam nessa faixa no ano passado. Em 1979, eram cerca de 10%.
Avanço reflete mudança na distribuição de renda
O movimento indica uma transformação na composição de renda ao longo das últimas décadas. Parte das famílias que antes se enquadravam na classe média tradicional avançou para níveis mais altos, acompanhando o crescimento do rendimento familiar.
Critério usado no estudo não é oficial
O instituto ressalta que a classificação não segue um padrão do governo. Trata-se de um recorte próprio. Para uma família de quatro pessoas, a faixa considerada como classe média alta varia entre US$ 153.864 e US$ 461.592 por ano. No mesmo levantamento, o grupo classificado como rico representa 3,7% dos lares.
Diferença de custo de vida não entra no cálculo
Um dos autores do estudo, o economista Scott Winship, afirmou à CBS News que os dados mostram melhora na distribuição de renda. Ele também destacou uma limitação: os valores não consideram diferenças regionais no custo de vida, o que altera a percepção de conforto financeiro dependendo da localização.
Mais famílias com dois provedores e maior escolaridade feminina
Dois fatores ajudam a explicar a mudança. O primeiro é o aumento de lares com dois provedores de renda. O segundo é a expansão da presença feminina em ocupações mais bem remuneradas. Dados do U.S. Census Bureau mostram que, em 2024, 40,1% das mulheres com 25 anos ou mais tinham diploma universitário ou grau superior.
Renda sobe, mas custo de vida pressiona orçamento
Mesmo com o avanço da renda, a percepção de aperto financeiro continua presente em parte da população. Reportagem da CBS News destaca que despesas como moradia, educação e saúde registraram aumentos acima da inflação em vários períodos, pressionando o orçamento familiar.
Crescimento de renda não elimina sensação de instabilidade
O resultado é um contraste recorrente. Indicadores mostram renda maior, mas o custo de decisões básicas do cotidiano também sobe. A conta final varia conforme fatores como cidade, tipo de moradia, trajetória profissional e estrutura familiar.
Reportagem e entrevista: CBS News, “The upper middle class is now the largest income group in the U.S., study finds”, publicada em 7 de abril de 2026. Contexto e comparação de longo prazo sobre renda e classes: Pew Research Center, “The State of the American Middle Class” (31 de maio de 2024). Dado oficial de escolaridade por sexo (2024): U.S. Census Bureau, press release sobre “Educational Attainment Data” (3 de setembro de 2025). Repercussão econômica: The Wall Street Journal, “More Americans Are Breaking Into the Upper Middle Class” (abril de 2026).
O AEI é um instituto de pesquisa (think tank). A matéria usou percentuais e faixas de renda conforme publicados pela CBS News e corroborados por repercussão em outros veículos. No momento da apuração original, não foi possível acessar diretamente a íntegra do relatório do AEI para detalhar a metodologia como fonte primária.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.