
O diretor do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), Joseph Edlow, disse que o teste de cidadania americana é “brando demais” e que quer mudanças para cobrar mais inglês e mais conhecimento cívico de quem pede a naturalização. Ele falou sobre isso em entrevista ao Fox News Digital.
Edlow puxou o assunto para o campo da segurança nacional e citou dois ataques violentos recentes como parte do contexto que, segundo ele, reacendeu a discussão sobre triagem e verificação no sistema migratório. Aqui, a cobertura precisa ficar amarrada ao que as autoridades confirmaram publicamente e ao que ainda estava em apuração na data das declarações, para não transformar hipótese em conclusão.
O que ele diz que pretende mudar
Na entrevista, Edlow afirmou que o inglês não deveria ser checado apenas nos exercícios de leitura e escrita. A defesa dele é que a fluência seja observada durante toda a entrevista, com mais conversa e mais espaço para o examinador testar se o candidato entende o que está sendo perguntado. Ele também falou em aprofundar o civics test, com perguntas que cobrem melhor os princípios do país.
Esse ponto costuma gerar confusão. O USCIS já considera a entrevista, hoje, como um momento de avaliação de fala e compreensão em inglês, além das tarefas formais de leitura e escrita. O que Edlow sinaliza é uma tentativa de elevar o peso dessa avaliação e de tornar o processo menos “mecânico” para quem chega preparado só para o roteiro do teste.
O que o teste exige hoje e por que a data do N-400 virou o detalhe que manda em tudo
Muita gente ainda resume a prova como “dez perguntas e acabou”, mas isso deixou de ser um atalho confiável porque há versões diferentes do civics test, definidas pela data em que o Form N-400 foi protocolado. Existe um marco que implementou o “2025 Naturalization Civics Test” para pedidos apresentados a partir de 20 de outubro de 2025, com um formato mais longo do que o modelo anterior. Para quem está no processo em 2026, isso muda a rotina de estudo e pode mexer até com cronograma de aulas e planejamento familiar.
O ponto prático é direto: não é a data da entrevista que decide qual teste você fará. O que conta é a data em que o seu N-400 entrou no sistema. Quem descobre isso tarde paga o preço em tempo e dinheiro, correndo para curso, aula particular e revisão intensiva perto da entrevista.
Como isso bate na vida do brasileiro e o que fazer agora
Para brasileiros com green card que já estão se preparando para naturalização, a fala do diretor deve ser lida como sinal de direção, não como mudança já publicada. O risco real, hoje, é mais simples do que parece: estudar pelo material errado ou tratar o inglês como uma etapa rápida, “só para cumprir tabela”.
O passo mais útil é conferir a data do seu N-400 e estudar pelo material oficial correspondente à sua versão do teste. E vale treinar inglês falado pensando na entrevista inteira, não só em ler e escrever uma sentença. Muita reprovação nasce de coisas pequenas: travar em pergunta comum, não entender uma instrução, pedir repetição várias vezes, responder fora do que foi perguntado. Se você tem pontos sensíveis, como histórico de viagens longas, dúvidas sobre elegibilidade, impostos, ou qualquer informação que possa virar pergunta na entrevista, deixe tudo organizado antes de ser chamado.
Se a ideia é reduzir risco de atraso, remarcação e gasto extra, o caminho mais seguro é revisar o caso com orientação profissional antes da entrevista. Se precisar, procure um advogado de imigração. Encontre advogados de imigração verificados no diretório do Vou pra América.
H-1B, public charge e backlog: o que é fala e o que ainda não virou ação concreta
Na mesma entrevista, Edlow criticou o programa de vistos H-1B e disse que algumas empresas usam o sistema para contratar estrangeiros e pagar salários mais baixos. Ele também citou a intenção de reforçar fiscalização com o Departamento do Trabalho. Para o leitor, isso só vira decisão prática quando aparecer medida formal com regra, memorando ou cronograma. No formato atual, é um recado político de que o tema pode ganhar aperto em fiscalização e cobrança de compliance.
Ele ainda mencionou a possibilidade de revisitar a regra de “public charge” e voltou ao assunto do acúmulo de processos no USCIS, tratando o backlog como risco operacional. Aqui a cautela é obrigatória: sem texto oficial publicado e sem detalhes do que mudaria, isso precisa ser apresentado como intenção declarada, não como mudança em vigor
Entrevista e informações atribuídas ao diretor do USCIS: Fox News Digital Regras e materiais oficiais do teste de naturalização e inglês: USCIS Implementação do “2025 Naturalization Civics Test” e recorte por data de protocolo: Federal Register
Esta matéria foi escrita a partir de um insumo com referência explícita a uma entrevista do Fox News Digital e checagem de requisitos do teste em páginas oficiais do USCIS e no Federal Register. O texto trata propostas e intenções como declarações, sem apresentar como regra aquilo que não foi publicado formalmente pelo governo.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.